De acordo com a NBR 15696 – (Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos) as fôrmas são “estruturas provisórias que servem para moldar o concreto fresco, resistindo a todas as ações provenientes das cargas variáveis resultantes das pressões do lançamento do concreto fresco, até que o concreto se torne autoportante”. Atualmente existem fôrmas metálicas, poliméricas e de madeira, antigamente a fôrma de madeira era unanimidade nos canteiros de obras. Porém com o avanço das políticas ambientais e a necessidade da adoção de práticas construtivas sustentáveis, ela tem perdido espaço mas não se aposentou de vez. Isso se deve ao fato de que a madeira é um material relativamente abundante, barato, resistente, reutilizável, que permite adaptações rápidas por ser feita in loco e não requer equipamentos complexos além de não exigir mão de obra altamente qualificada. Por esses motivos esse artigo discorrerá a cerca das fôrmas de madeira.

Para realização dos cálculos e dimensionamento do projeto de fôrmas devem ser usadas informações como a pressão que o concreto exercerá nas fôrmas, o método de lançamento do concreto assim como a altura e a vibração da concretagem, além da consistência do próprio concreto. O projeto deverá trazer informações como o posicionamento exato de cada elemento detalhado em planta através de cortes e vistas, e especificar os materiais a serem usados em todo o processo. Para as fôrmas de madeira, são usadas madeiras em bruto (tábuas, sarrafos e pontaletes) e/ou madeira industrializada (chapas de madeira compensada), as mais utilizadas são as compensadas divididas em duas: resinadas e plastificadas.

As tábuas são as de menor custo e usadas geralmente em elementos que não ficarão aparentes, pois se trata de uma madeira bruta que apresenta algumas imperfeições como farpas, não atribuindo uma boa estética às peças de concreto. As chapas de madeira compensada resinadas são compostas por diversas lâminas coladas e revestidas com cola branca ou fenólica, indicadas para uso em obras de pequeno porte como residenciais, pois seu índice de reutilização é menor e seu custo é inferior ao da chapa plastificada. Já as chapas de madeira compensada plastificadas são semelhantes às resinadas, porém elas são envoltas por um filme plástico que aumenta sua durabilidade, sua impermeabilidade e permite um número maior de reutilização, por isso é indicada para obras de médio a grande porte, principalmente se edificação tiver pavimentos tipo, onde será necessário reutilizar as fôrmas diversas vezes. Mesmo tendo o custo superior quando comparada aos outros tipos de madeira, seu custo benefício se torna atraente.

Tábua serrada

Chapa de madeira compensada resinada

Chapa de madeira compensada plastificada

As chapas plastificadas de acordo com a tabela SINAPI/GO de dezembro de 2016 apresentam custo superior de  60% quando comparada às chapas resinadas, porém a escolha do tipo de madeira não está ligada unicamente ao preço, como dito anteriormente varia de acordo com a dimensão da obra e se requer um número de reutilização maior. Vale ressaltar a importância do uso de materiais de qualidade, pois esses refletem diretamente na qualidade tanto técnica quanto estética de uma estrutura. A geometria das peças é dada exclusivamente pelas fôrmas, lembrando que é de extrema importância uma ótima execução da parte estrutural.

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Fôrmas de Madeira