Uma das patologias mais comuns nas edificações é de fato as causadas pela água, seja ela proveniente da chuva, do solo ou das ações dos usuários.

Suas consequências são diversas, como desconforto estético, doenças respiratórias e até mesmo o comprometimento de uma estrutura. Essa patologia se revela através das famosas infiltrações, tornando sua percepção facilitada, pois se dá através de mofos, descascamento de pinturas, esfarelamento de reboco, eflorescência, entre outros.

A NBR 15575-Edificações Habitacionais-Desempenho, lançada em 2008 e atualizada em 2013, aumentou o nível de exigência em relação ao desempenho de diversos elementos de uma edificação residencial, dentre eles o piso. No que tange à proteção do piso contra umidade, a norma destaca um tópico que discorre sobre a estanqueidade de pisos sujeitos à umidade ascendente.

Piso sob ação da umidade.

A umidade ascendente é aquela que vem do solo e sobe pela edificação, podendo variar de intensidade de acordo com o solo na qual está apoiada, ocasionando patologias como as citadas acima. O método mais eficiente para atribuir estanqueidade a pisos (e para a estrutura como um todo) é a impermeabilização. Representada pelo uso de diversas técnicas de aplicação e de diferentes materiais (cimentícios, asfálticos e poliméricos) a fim de impedir a passagem de umidade/água.

A determinação do tipo adequado de impermeabilização varia de acordo com as condições impostas pelo fluido, conforme especificado na NBR 9575/2010-Impermeabilização-Seleção e Projeto. No caso de piso, a característica do fluido é a ascensão advinda do solo.  Portanto é necessário que se faça a impermeabilização a partir da fundação. A NBR 15575 ressalta que independente do tipo de impermeabilização usado, deve-se extinguir a possibilidade de percolação (deslocamento de água através do solo), onde o fluido “desvia” da parte impermeabilizada e atinge a edificação por outro caminho.

Figura (Fonte: manual CBIC – NBR 15575) – Umidade ascendente em parede: (a) terra encostada na parede; (b) terra acima da impermeabilização; (c) transmissão pelo revestimento; (d) transmissão pelo contrapiso; (e) transmissão por entulho depositado no vão de parede dupla

A falta de impermeabilização ocasionou a patologia observada na imagem abaixo, nesse caso as ações a serem tomada são apenas paliativas, em muitos casos a condição pode ser irreversível. O procedimento seria iniciado pela remoção de todo o reboco, emboço e chapisco, chegando ao substrato, e em prepara-lo de acordo com o tipo de impermeabilizante a ser usado, conforme especificado na NBR 9574/2009- Execução de Impermeabilização; lembrando que não impedirá que a umidade continue “subindo”. Para pisos, podem ser usados aditivos impermeabilizantes, mantas asfálticas e diferentes tipos de membranas. Sendo composta por todas as camadas recomendadas pela norma, como camada de berço, de amortecimento, de imprimação e etc.

Patologia causada pela umidade.

É elementar incorporar desde a fase de projetos um sistema de impermeabilização eficiente, que atenda tanto as NBR`s 9575/2010 e 9574/2009, quanto a 15575/2013 que se tornou motivo de preocupação dobrada entre os profissionais da construção civil. Garantindo uma edificação livre das possíveis patologias causadas pela água, e consequentemente mais segura, do ponto de vista estrutural e medicinal, além de aumentar sua vida útil.

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Impermeabilização de pisos sujeitos à umidade ascendente