Os painéis solares são placas com a função de captar a luz emitida pelo sol e transformá-la em energia térmica, como nos sistemas de aquecimento solar, ou em energia elétrica, como nos sistemas de energia solar fotovoltaica.

As tecnologias que fazem o aproveitamento da luz solar não são novas, porém seu uso tem crescido significativamente nos últimos anos em decorrência das mudanças climáticas, que ameaçam a manutenção dos modelos de geração de energia dominantes.

Já pensou em produzir sua própria energia elétrica em casa, sem gerar nenhum ruído e emitindo 0% de poluição? Além de poder zerar a conta de energia e ainda de quebra contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta? Isso é possível graças ao sistema solar fotovoltaico, que gera energia elétrica a partir da movimentação de elétrons incitada pela luz solar. Esse artigo discorrerá sobre os painéis solares, fundamentais tanto para o aquecimento solar quanto para o sistema fotovoltaico que terá uma ênfase maior, devido seu “boom” no Brasil.

Os materiais usados para confeccionar as placas estão longe de serem complexos, pois se trata do uso de areia, silício (o 2° elemento mais abundante no planta), vidro, alumínio e até mesmo E.V.A que funcionará como uma cápsula protetora das células fotovoltaicas. A imagem abaixo representa de forma genérica uma placa fotovoltaica, especificando a montagem e composição das diferentes camadas.

Painel fotovoltaico

Existem no mercado diversos tipos de painéis solares, como o de silício monocristalino (mono-Si), de silício policristalino (poli-Si), de silício amorfo (a-Si), de telureto de cádmio (CdTe), de selento de cobre, índio e gálio (CIS/CIGS), de filme fino (usando células fotovoltaicas orgânicas OPV) e painel solar híbrido. A grosso modo, a diferença entre eles está na eficiência, diretamente ligada a pureza do elemento usado nas células, e consequentemente o custo de produção.

Segundo Rodrigo Viana, engenheiro da AWR Tecnologia Solar, o painel solar mais usado comercialmente é o de silício policristalino (poli-Si), por conta da sua relação custo benefício, pois sua eficiência energética é bem próxima a do painel mais eficiente (monocristalino mono-Si) e seu custo não é tão elevado. O painel que apresenta maior eficiência, em porcentagem de transformação de a luz solar em energia elétrica, é o de silício monocristalino (mono-Si), devido ao grau de pureza do silício, porém o alto custo do processo de purificação eleva o custo comercial dos painéis.

                                                                           Painel solar de silício policristalino.

A orientação e inclinação do telhado são elementares para o melhor desempenho dos painéis solares, alerta Rodrigo Viana, que evidencia também a relação de consumo energético mensal da edificação, que servirá de base para o dimensionamento do sistema. A utilização de painéis solares para geração energia tem crescido cerca de 300% ao ano a nível nacional, e cerca de 800% em estados como São Paulo e Minas Gerais. Estima-se que no Brasil haja 10 mil usinas de geração de energia, porém ainda existem empresas que não seguem o protocolo em seus projetos, lamenta Rodrigo Viana.

O site América do sol, um programa do instituto Ideal de disseminação da energia solar fotovoltaica, disponibiliza uma gama de informações que abrange todas as etapas para implementação de usinas geradoras de energia solar, com linguagem simples e objetiva. Pensar em sustentabilidade é pensar na família, no próximo e em você mesmo.

ESCRITO POR: 

 

Painéis solares
Classificado como: